Momento da Cultura
Prédio onde atualmente funciona a câmara de vereadores de Aracati. Antigamente ali funcionava cadei
“Oitenta por cento das autoridades do interior são arbitrarias.” Antonio F. Monteiro
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
ARACATI (Princesa indestronável do vale jaguaribano)
O município de Aracati situa-se às margens do rio Jaguaribe, na data de sesmaria adquirida pelo Capitão-mor Manuel de Abreu Soares.
Com o desenvolvimento do (arraial) através do aumento da indústria pastoril que se estendia por toda a (Ribeira do Jaguaribe), colonos portugueses, paraibanos e pernambucanos vieram habitar a foz do rio Jaguaribe, lugar já conhecido por Cruz das Almas, depois, São José do Porto dos Barcos.
Aracati, como porto de mar acessível, relativamente próximo a Recife e Salvador, tornou-se, mesmo antes de ser elevada a vila, o pulmão da economia colonial da Capitania, cuja riqueza era, em maior parte, por ela transmitida.
O progresso comercial e populacional do Aracati, ganhava, a cada dia, maior vulto, provocando agitação e insegurança a seus habitantes, a ponto de achar o Capitão-mor, Dom Francisco Xemenes, em 8 de janeiro de 1743, necessário a (estada de um juiz ordinário e um tabelião).
Diante das repetidas reivindicações, (O rei atendeu ao Ouvidor e por carta de 19 de julho de 1747, lhe comunica a resolução de 11 de abril deste ano, pela qual criou a vila de Santa Cruz do Aracaty, autorizando a instalar a dita vila; e por isso, a 10 de fevereiro de 1748, foi ela efetivamente fundada, escolhendo-se de preferência o lugar Cruz das Almas, por ser o mais conveniente, mais alto e livre das inundações do rio Jaguaribe).
Tudo gira por tanto, em função daquelas fabricas e da comercialização dos seus produtos. A própria estrutura urbana obedecia ao interesse comercial da carne seca. O traçado das ruas tinha como finalidade a comunicação do Porto dos Barcos com as oficinas.
Os vereadores em sessão realizada em 21 de junho de 1770, fizeram o contrato da edificação da Casa da Câmera, que deveria ser construída na Rua do Comércio, no trecho antigo das Flores, e na sessão de 19 de fevereiro de 1785, resolveu a Câmara trasladar o pelourinho para a pequena praça da Cadeia que ficava quase em frente a sede daquele poder.
As edificações aumentavam e a Câmara tomava medidas para organizar o seu desenvolvimento, o que não era fácil, uma vez que na rua principal- Santo Antonio, como está documentado – encontravam-se as principais oficinas como currais, estaleiros e salgadeiras. O texto do Auto da Segunda Audiência Geral requerida pela Câmara da Vila de Aracati datada de 2 de março de 1781, comprova a rusticidade das oficinas: herão huas casas, ou edifícios insignificantes em forma de telheiros formados de paus e telhas vãs que em pouco tempo se podem mudar e construir de novo com os mesmos paus e telhas no lugar que esta destinado, que é o mais conveniente para as mesmas oficinas e mais perto do porto dos barcos.
Os vereadores e republicanos, insatisfeitos com os provimentos da Audiência Geral de 1781, requereram uma outra, na qual o assunto principal consistiria, precisamente, em medidas que aliviassem a população dos incômodos decorrentes do abate em lugares centrais da Vila.
No fim do século XVIII a vila do Aracati já gozava dos melhoramentos que a metrópole concedia aos mais ricos e adiantados.
O saneamento é iniciado em 1872, com o aterramento dos lugares onde se acumulavam as águas das cheias e o nivelamento das calçadas. Nesse mesmo ano foi concluído o mercado.
Elevada á cidade pela lei provincial Nº 244,de 25 de outubro de 1842, Aracati continuava a ser o maior empório comercial e centro de maior população e importância da Província.
Além do mercado publico, situado entre as ruas Direita e a do Rosário: da casa de mesa de Rendas Federais, na rua do Comércio, possuía a municipalidade, quatro prédios que foram doados pela Viscondessa de Messejana, ocupados pela Instrução Publica, onde funcionavam três aulas primárias, duas do sexo feminino e uma do sexo masculino, e outra, ocupado pelo Gabinete de Leitura.
Quando trata das igrejas, Antônio Bezerra opina: (entre os templos nota-se a matriz, bella igreja, alta, espaçosa bem construída, tendo rico trabalho de gravura no altar-mor que resplende aos finos dourados efeito do gosto antigo.
Sobre a frontaria montam duas torres, em uma das quais se acha um excelente relógio, presente que lhe fizera o Coronel Domingos Theofilo Alves Ribeiro, no ano de 1844, que com ele despendera 1500$000rs.
Assinala ainda como não menos importantes a igreja do Bom Jesus do Bonfim, situada à Rua do Comércio: a igreja de N. S. do Rosário dos Pretos, localizada na Rua do Rosário: a igreja de N. S. dos Prazeres, situada na mesma rua.
Aracati, que cedo se constituiu no grande empório comercial da Capitania, e depois da Província, quando, pelo seu porto, o Fortim, transitava a maior parte da riqueza do Ceará, a ponto de se pensar em mudar para ali a capital da Província e que teve seu mercado assegurado durante o século XVIII pela produção e comercialização da carne-seca, sofreu consideravelmente em seu desenvolvimento, com a extinção definitiva das charqueadas, no último decênio do século.
Os dados historiográficos mais tradicionais indicam como responsáveis únicos pelo fim da “indústria do charque” as crises climáticas por que passou o Ceará nos anos 1777 – 1778 e 1790 – 1793.
A documentação analisada, sobre os efeitos daqueles dois períodos de estiagem prolongados, causadores de prejuízos incalculáveis para a estrutura econômica da Capitania com base na produção, apontam também que outros fatores colaboraram no decréscimo do desenvolvimento de Aracati, já no inicio do século XIX.
Raimundo Girão, já em 1966, dava como base econômica do município a agricultura, cujos produtos de maior vulto eram o algodão, a cera de carnaúba, a cana de açúcar, o coco da Bahia e a mandioca.
Hoje, as grandes indústrias comerciais transformaram-se em outros setores ou deixaram de existir.
Com clima saudável, ameno e seco, suavizado pelas constantes brisas marítimas, com belas praias e um rico centro histórico e cultural, Aracati se tornou o polo turístico da região.
OBS: Foto da Igreja Matriz de Aracati. Igreja datada de 1785.
domingo, 13 de março de 2011
Descendentes de Antônio Monteiro
Antônio Monteiro casou-se com Josefa Ribeiro, que era natural da cidade de Trairi no estado do Ceará, e tiveram dezoito filhos. Segue a lista dos descendentes.
Pesquisado por Fátima Costa em 28 de novembro de 1983 e atualizado por Raimundo Nonato Ribeiro Monteiro em 7 de julho de 2008
1 - Emília Monteiro da Costa, nascida em Aracati no dia 08/08/1937 e falecida em Aracati a 21/05/1971
2 - Maria Dilma Ribeiro Monteiro, nascida em Paracuru – Ce. em 13/11/1938. Irmã de Caridade da 3 Congregação São Vicente de Paula - Professora aposentada.
3 - Antônio Ubiraci Ribeiro Monteiro, nascido em são Gonçalo do Amarante – Ce. em 16/01/1940 – aposentado.
4 - Abílio Monteiro Neto, nascido em Aracati no dia 28/10/1941 - Engenheiro Agrônomo funcionário da EMATERGO – aposentado.
5 - Suzete Ribeiro Monteiro, nascida em Aracati no dia 16/03/1943 – pensionista (IBGE).
6 - Maria de Lourdes Ribeiro Monteiro, nascida em Aracati no dia 11/07/1944 Técnica em Contabilidade e pensionista (IBGE).
7 - Sebastião Ribeiro Monteiro, nascido em Aracati no dia 19/09/1945 - funcionário do Banco do Brasil - aposentado.
8 - Tereza Rodrigues Monteiro, nascida em Aracati no dia 26/06/194 – acharel em direito.
9 - Tarcisio Ribeiro Monteiro, nascido em Aracati em 09/10/1949, funcionário da EMATERGO – aposentado.
10 - José Eduardo Ribeiro Monteiro , nascido em Aracati em 06/03/1951 – e falecido em Aracati 11/10/2008 – aposentado.
11 - Francisca Áurea Ferreira Monteiro, nascida em Aracati em 11/06/1952 – doméstica.
12 - Anísio Ribeiro Monteiro, técnico em contabilidade, nascido em Aracati em 08/11/1953 - 05/08/2010.
13 - Lenira Ribeiro Monteiro, nascida em Aracati em 01/01/1955 – pensionista (IBGE).
14 - Francisco José Ribeiro Monteiro, nascido em Aracati em, 06/01/1956...
15 - Raimundo Nonato Ribeiro Monteiro, nascido em Aracati em 23/11/1957 – professor.
16 - Geruza Monteiro Ribeiro, nascida em Aracati em 22/12/1959 – professora.
17 - Luiza Ribeiro Monteiro, nascida em Aracati em 26/03/1962 – pensionista (IBGE).
18 - Lázaro Ribeiro Monteiro, nascido em Aracati em 27/04/1963 – proprietário da PLANACON (escritório de contabilidade).
OBS: Na foto acima não se encontram todos os integrantes da família.
Pesquisado por Fátima Costa em 28 de novembro de 1983 e atualizado por Raimundo Nonato Ribeiro Monteiro em 7 de julho de 2008
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